<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 2
          2a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em trs
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Primeira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Cladia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03485-5

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
          Tel.: PABX (0xx11) 3613-3000
          Fax: (0xx11) 3611-3308
             Endereo Internet:
 ~,http:www.editorasaraiva.~
  com.br~,
 E-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
<P>
                               I
Nota Oficial da Comisso
 Brasileira do Braille (CBB) 

  A transcrio desta obra est de acordo com a "Grafia Braille para a 
Lngua Portuguesa -- Braille Integral", constante da publicao CDU 
376.#ceb, editada em tinta e em braille pelo Ministrio da Educao e 
aprovada pela Portaria Ministerial n.o 2678, de 24 de setembro de 2002, 
com vigncia a partir de 01 de janeiro de 2003.
  O referido documento foi elaborado pela Comisso Brasileira do Braille 
e pela Comisso de Braille de Portugal aps prolongados e criteriosos 
estudos tcnicos.
  No final desta nota voc encontrar uma listagem com smbolos 
estabelecidos pela "Grafia".
  A maioria deles j  do seu conhecimento, mas existem alteraes e 
alguns smbolos novos.
<P>
  As alteraes e a adoo de novos smbolos basearam-se principalmente 
nos seguintes critrios:

<R+>
 1. Ajustar a grafia bsica a novas necessidades da representao 
braille.
 2. Adequar a escrita braille s modificaes realizadas nas 
representaes grficas decorrentes do avano cientfico e tecnolgico e 
do emprego cada vez mais freqente da Informtica.
 3. Evitar a duplicidade de representao de smbolos 
  braille.
 4. Ajustar a grafia bsica, considerando o "Cdigo Matemtico Unificado" 
(CMU), adotado no Brasil desde 1997.
 5. Garantir a qualidade da transcrio de textos para o Sistema Braille, 
especialmente dos livros didticos.
<P>
                            III
 6. Favorecer o intercmbio entre pessoas cegas e instituies de 
diferentes pases de Lngua
  Oficial Portuguesa.
 7. Atender s recomendaes da Unio Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO 
quanto  unificao das grafias por grupos lingsticos.
<R->

  Em caso de dvida, voc poder consultar a "Grafia Braille para a 
Lngua Portuguesa", em cujo texto encontrar todos os smbolos adotados, 
as respectivas normas de aplicao e diversos exemplos ilustrativos.
  A seguir, listagem de smbolos adotados pela "Grafia". O nmero entre 
parnteses que acompanha um smbolo novo ou alterado indica o pargrafo 
da "Grafia" em que se estabelece a sua norma de aplicao.
<P>
<R+>
 , vrgula
 ; ponto-e-vrgula
 : dois-pontos
 ' ponto (32); apstrofo 
 ? ponto de interrogao
 ! ponto de exclamao
 ''' reticncias
 - hfen ou trao de unio
 -- travesso
  crculo
 `( `) ou ( ) abre e fecha parnteses (35)
 `[ `] ou [ ] abre e fecha colchetes (35)
 " abre e fecha aspas, vrgulas altas ou comas (36)
 " abre e fecha aspas angulares (36)
 $" abre e fecha outras variantes de aspas 
(aspas simples, por exemplo) (36)
 * asterisco 
 & "e" comercial (39)
 / barra (40)
 | barra vertical (40)
 :> seta para a direita
 <: seta para a esquerda
 <:> seta de duplo sentido
                               V
  Euro (18.1)
 $ cifro
 % por cento
  por mil
  pargrafo(s) jurdico(s)
 + mais
 - menos
  multiplicado por
  dividido por, trao de frao (17)
 = igual a
 ~ trao de frao (17)
 o maior que
  menor que
  grau(s)
  minuto(s)
  segundo(s)
 { sinal de maiscula
 {{ sinal de maiscula em todas as letras da palavra
 :{{ sinal de srie de palavras com todas as letras maisculas
 ~ sinal de minscula latina; sinal especial de translineao de 
expresses matemticas 
(22.1)
 $ sinal restituidor do significado original de um smbolo 
  braille (42)
 # sinal de nmero
  sinal de expoente ou ndice superior
  sinal de ndice inferior
 * sinal de itlico, negrito ou sublinhado (30)
 ~: sinal de transpaginao (55)
 @ arroba (apndice 1`
 ~, sinal delimitador de contexto informtico (apndice 1`
<R->
<P>
                            VII
<R+>
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
 (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

  Martos, Cloder Rivas, 
 1942 --
     Viver e aprender portugus, 2a. srie / Cloder Rivas Martos, Joana D'Arque Gonalves de Aguiar.
  -- 7. ed. reform. -- So 
  Paulo : Saraiva, 2001. 
  -- (Viver e aprender ; 2)

     Edio no-consumvel
     Suplementado por manual do professor.
     ISBN 85-02-03485-5 
  (aluno)
     ISBN 85-02-03486-3 (professor)

     1. Comunicao e expresso (Ensino fundamental)
     2. Linguagem (Ensino fundamental) I. de Aguiar, 
  Joana D'Arque Gonalves. 
  II. Ttulo. III. Srie.

01-1828        CDD-372`.6

        ndices para catlogo sistemtico:
<R->

  1. Comunicao e expresso : Ensino Fundamental 372`.6  
  2. Linguagem : Ensino fundamental 372`.6
<P>
                             IX
          CLODER RIVAS MARTOS

  Licenciado em Letras Clssicas pela PUC-SP
  Licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Camilo Castelo Branco
  Professor da rede oficial de ensino do estado de So Paulo

          JOANA D'ARQUE GONALVES DE AGUIAR

  Licenciada em Lngua e Literatura Portuguesas pela PUC-SP
  Professora da rede particular de ensino do estado de So Paulo
<P>
Caro aluno,

  Como toda criana, voc quer crescer, relacionar-se com seus semelhantes, conhecer o mundo e agir sobre ele. Para essas realizaes, o domnio da linguagem  bsico e da maior importncia.
   por meio da linguagem que a pessoa se desenvolve, se relaciona com o outro, conhece e modifica o mundo em que vive. Este livro foi escrito com a inteno de ajud-lo a desenvolver suas habilidades no uso da linguagem.
  Aproveite o mximo dele!

Os autores
<P>
                              XI
Seu Livro em Braille

  Este  o livro utilizado em sua classe, produzido em braille para voc. Ele contm as mesmas informaes que esto no livro do seu colega, porm, enquanto o livro comum apresenta ilustraes, cores e tamanhos variados de letras (grandes, pequenas, arredondadas, retas, inclinadas, ligadas umas s outras, separadas), o seu livro em braille apresenta descries substituindo ilustraes e, em muitos 
casos, figuras so explicadas, procurando fazer voc compreender o que elas representam.
     
 Dicas para estudar no seu livro em braille   

  1 -- As pginas mpares deste livro apresentam duas numeraes na 
primeira linha: a que fica  direita  a do prprio livro em braille e a 
que est  esquerda  a do livro comum. Por esta, voc pode se localizar, de acordo com a orientao do professor, ou quando estiver estudando com outros colegas.

  2 -- Em alguns momentos, voc precisar contar com a colaborao de algum; por isto, foi colocada a frase "pea orientao ao professor" para sugerir que voc solicite informaes ou esclarecimentos a seu professor.

  3 -- Sempre que voc encontrar nos textos alguma informao 
visual e tiver dvida, pergunte a seu professor ou a outra pessoa 
capaz de esclarec-lo.

  4 -- Quando voc encontrar o sinal _ e, depois dele, uma frase 
terminada pelo sinal _ saiba que se trata de uma explicao 
especial chamada "nota de transcrio", empregada nos livros em 
braille.
<P>
                           XIII
  5 -- Leia com ateno a Nota Oficial da Comisso Brasileira do Braille, na pgina I. Ela informar voc sobre algumas alteraes dos sinais braille, em vigncia a partir de janeiro de 2003, facilitando, assim, a leitura dos textos.

  Tire o melhor proveito deste livro e procure conserv-lo. Ele  uma fonte permanente de consulta.
<P>
<P>
                             XV
<F->
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

Todo Mundo tem Casa? 

Casas, Roseana Murray :::: 1
Estudo do texto :::::::::::: 5
Um pouco de gramtica: 
  vogais e consoantes ::::::: 8
Vamos produzir 
  (desenho) ::::::::::::::: 10
Dilogo entre textos:
  Texto A -- folheto de 
  propaganda de imvel :::::: 11
  Texto B -- 
  Classificado ::::::::::::: 13
  Texto C -- Classificados
  poticos, Roseana 
  Murray ::::::::::::::::::: 14
Um pouco de gramtica: ordem
  alfabtica :::::::::::::::: 16
Vamos produzir 
  (classificado) :::::::::: 18
<P>
Dilogo entre textos: A
  casa, Vinicius de
  Moraes ::::::::::::::::::: 19
Um pouco de gramtica:
  R/RR :::::::::::::::::: 22
Vamos produzir (criao
  de msica) ::::::::::::::: 26

Unidade 2

Que Linda aquela Ave!

Histria triste de tuim,
  Rubem Braga ::::::::::::: 29
Estudo do texto :::::::::::: 36
Um pouco de gramtica:
  letras maisculas e 
  minsculas :::::::::::::::: 38
Vamos produzir ::::::::::::: 40 
Dilogo entre textos
  (observao de
  imagem) :::::::::::::::::: 42
Um pouco de gramtica:
  C/ :::::::::::::::::::: 44
Vamos produzir (histria
  a partir de observao
  de fotos) :::::::::::::::: 46
<P>
                           XVII
Dilogo entre textos:
  Passaredo, Chico Buarque
  e Francis Hime :::::::::: 47
Um pouco de gramtica:
  letra S :::::::::::::::::: 52
Vamos produzir (poema com
  nome de pssaros) :::::::: 55

Unidade 3

A Vida  mais Gostosa com
  Eles: os Amigos

O ratinho, Eva
  Furnari :::::::::::::::::: 57
Estudo do texto :::::::::::: 59
Um pouco de gramtica:
  slaba :::::::::::::::::::: 61
Vamos produzir ::::::::::::: 65
Dilogo entre textos: 
  O leo e o rato, fbula 
  de Esopo ::::::::::::::::: 65
Um pouco de gramtica:
  M antes de P/B :::::::: 68
Vamos produzir (reescrita
  de fbula) ::::::::::::::: 71
<P>
Dilogo entre textos: Tem
  uma histria nas cartas
  de Marisa, Mnica
  Stahel ::::::::::::::::::: 71
Um pouco de gramtica: 
  SC :::::::::::::::::::::: 76
Vamos produzir (escrita
  de carta) :::::::::::::::: 77

Segunda Parte

Unidade 4

A gua e seus Mistrios

A sereia, Samir
  Meserani ::::::::::::::::: 81
Estudo do texto :::::::::::: 84
Um pouco de gramtica:
  oxtonas, paroxtonas, 
  proparoxtonas :::::::::::: 87
Vamos produzir ::::::::::::: 89
Dilogo entre textos
  (observao do cartaz do
  filme A pequena
  sereia II) ::::::::::::: 90
Um pouco de gramtica: 
  L/U :::::::::::::::::::: 94
                            XIX
Vamos produzir (confeco
  de cartaz de filme) :::::: 97
Dilogo entre textos:
  Texto 1 -- A nuvem,
  Lcia Pimentel Ges :::: 98
  Texto 2 -- O ciclo da
  gua, Gabrielle
  Woolfitt ::::::::::::::::: 100
Um pouco de gramtica: 
  H inicial CH, LH,
  NH :::::::::::::::::::::: 104
Vamos produzir
  (experincia) ::::::::::: 107

Unidade 5

Um Pouco do nosso Folclore

O saci, Ricardo
  Azevedo :::::::::::::::::: 112
Estudo do texto :::::::::::: 117
Um pouco de gramtica:
  vrgula ::::::::::::::::::: 119
Vamos produzir ::::::::::::: 122
Dilogo entre textos: 
  Caipora, Luiz Macedo e 
  Fernando Salm :::::::::: 124
<P>
Um pouco de gramtica:
  S (som de z) S e 
  Z finais ::::::::::::::::: 127 
Vamos produzir ::::::::::::: 131
Dilogo entre textos:
  Sapo com medo d'gua, 
  Ricardo Azevedo ::::::::: 132
Um pouco de gramtica:
  frases interrogativas, 
  exclamativas, afirmativas
  negativas ::::::::::::::::: 137
Vamos produzir ::::::::::::: 140

Unidade 6

Histrias que o Povo
  Conta

A origem das estrelas, 
  Theobaldo Miranda
  Santos ::::::::::::::::::: 143
Estudo do texto :::::::::::: 147
Um pouco de gramtica: 
  X (som de s) ::::::::::: 148
Vamos produzir 
  (reescrita) ::::::::::::: 151
<P>
                            XXI
Dilogo entre textos: O 
  pssaro da sorte,
  Clarice Lispector ::::::: 152
Um pouco de gramtica: 
  X/CH :::::::::::::::::: 158
Vamos produzir ::::::::::::: 161
Dilogo entre textos: 
  Lenda da vitria-rgia,
  Elias Jos :::::::::::::: 162
Um pouco de gramtica: 
  substantivos prprios 
  e comuns :::::::::::::::::: 169
Vamos produzir (escrita 
  coletiva de uma 
  lenda) ::::::::::::::::::: 173

Terceira Parte

Unidade 7

Fadas, Prncipes, 
  Castelos... o Mundo
  Encantado 

A bela adormecida, Irmos
  Grimm :::::::::::::::::::: 178
Estudo do texto :::::::::::: 185
Um pouco de gramtica: 
  singular e plural ::::::::: 188
Vamos produzir ::::::::::::: 190
Dilogo entre textos: HQ 
  da Mnica, O prncipe
  real, Mauricio de
  Sousa :::::::::::::::::::: 191
Um pouco de gramtica:
  adjetivo :::::::::::::::::: 201
Vamos produzir ::::::::::::: 205
Dilogo entre textos: 
  A fada que tinha idias, 
  Fernanda Lopes de 
  Almeida :::::::::::::::::: 207
Um pouco de gramtica: 
  X (som de s e de z) :::: 214
Vamos produzir (continua-
  o de histria) ::::::::: 216

Unidade 8

Cuidado! Ele Pode Queimar

O fogo, Eliana S :::::::: 218
Estudo do texto :::::::::::: 222
Um pouco de gramtica: 
  sons do X :::::::::::::::: 224
Vamos produzir ::::::::::::: 226
<P>
                          XXIII
Dilogo entre textos: 
  Incndio destri 11 
  barracos em favela do
  Rio, em O Estado de S. 
  Paulo :::::::::::::::::::: 226
Um pouco de gramtica: 
  aumentativo e
  diminutivo, substanti-
  vos coletivos ::::::::::::: 234
Vamos produzir ::::::::::::: 240

Unidade 9

Hora da Risada

O bichinho contador, 
  Ziraldo :::::::::::::::::: 243
Estudo do texto :::::::::::: 246
Um pouco de gramtica: 
  artigos definidos e 
  indefinidos ::::::::::::::: 248
Vamos produzir (escrita de
  piada) ::::::::::::::::::: 251
Dilogo entre textos: 
  Dicionrio, Jos Paulo
  Paes ::::::::::::::::::::: 251
<P>
Um pouco de gramtica: 
  GE/GI, GUE/
  /GUI ::::::::::::::::::: 256
Vamos produzir (criao
  de um "dicionrio 
  divertido") :::::::::::::: 258
Dilogo entre textos: HQ
  do Menino Maluquinho, 
  A surpresa da festa, 
  Ziraldo :::::::::::::::::: 259
Um pouco de gramtica: 
  x (som de cs) ::::::::::: 268
Vamos produzir (reescrita
  com narrador e
  dilogos) :::::::::::::::: 271

Unidade 10

O Tempo Passa...

Horas, William
  Edmonds :::::::::::::::::: 273
Estudo do texto :::::::::::: 276
Vamos produzir
  (agenda) :::::::::::::::: 277
Um pouco de gramtica:
  QUA, QUE, QUI,
  QUO ::::::::::::::::::::: 279
                            XXV
Dilogo entre textos:
  Previso do tempo, em
  Folha de S. Paulo :::::: 282
Um pouco de gramtica:
  O/U :::::::::::::::::::: 284
Vamos produzir ::::::::::::: 288
Dilogo entre textos: 
  O tombo do minuto,
  Ldice Marly de
  Castro ::::::::::::::::::: 289
Um pouco de gramtica:
  pronome pessoal ::::::::::: 294
Vamos produzir (texto
  livre) ::::::::::::::::::: 299
<F+>
<7>
<P>
<T L. P. v. apren. 2>
<T+1>
Unidade 1

Todo mundo tem casa?

Conte a seus colegas

<R+>
 Como voc se sente quando est em casa?
 Qual  o lugar de sua casa onde voc mais gosta de ficar? Por qu?
 Voc sabe qual  a diferena entre casa e lar?
 Quais so os tipos de casa que voc conhece?
 Que tipo de casa voc considera mais seguro?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<8>
<R+>
Casas

Casa maluca

 Esta  a casa maluca,
 de velas soltas ao vento,
 os sonhos so sua bssola.

 Os que moram dentro dela
 pensam estrelas e msica.
 (...)

 Casa de av

 Casa de av
  navio pirata
 em alto-mar,
 estrela cadente
 para sempre no ar.

 Av tem um pouco
 de fada, um pouco
 de rvore encantada.
 (...)

Casa sria

 Nessa casa todos so
 absolutamente srios.
 Quem sorri ganha nota zero.

 O pai  todo arrumado,
 terno colarinho e gravata.
 Vive sempre ocupado,
 para ele tempo  dinheiro.

 
 A me  muito nervosa,
 cala a boca menina,
 no me azucrina,
 e trabalha sem parar,
 de janeiro a janeiro.

 A menina, de vestido engomado,
 gruda o rosto srio na janela,
 e fica olhando de lado,
 o tempo passar devagar.

Sem casa

 Tem gente que no tem casa,
 mora ao lu, debaixo da ponte.
 No cu a lua espia
 esse monte de gente
 na rua
 como se fosse papel.

 Gente tem que ter
 onde morar,
 um canto, um quarto,
 uma cama,
 para no fim do dia
 guardar o corpo cansado,
 com carinho, com cuidado,
 que o corpo  a casa
 dos pensamentos.

Joo-de-barro

 Alguns bichos tm casas
 muito interessantes.
 Formigas, abelhas
 podem dar ao homem
 lies de arquitetura.

 E com que finura 
 a aranha tece sua teia,
 o marimbondo constri sua casa,
 o bicho-da-seda o seu casulo.
 Mas sou apaixonada mesmo
  pela casa redonda
 do Joo-de-barro.

 Talvez porque sempre
 quisesse morar em rvore,
 morar assim pendurada.

 L dentro da casa,
 o Joo-de-barro e sua namorada
 fazem planos para o futuro.

 
 Daqui de fora eu escuto:
 ti ti ti ti ti ti ti ti

(Roseana Murray. *Casas*. Belo Horizonte, Formato, 1994. p. 3, 8, 11, 12 e 22.)
<R->

  *Roseana Murray* nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de dezembro de 1950. Entre seus livros esto *Fardo de carinho, No pas das coisas impossveis* e *No mundo da lua*.

<10>
Estudo do texto 

<R+>
 1. Escolha o poema ou a estrofe de que mais gostou e leia em voz alta para os colegas. 

 2. Copie a frase, completando-a: 
     O poema *Casa sria* possui ''''' versos organizados em ''''' estrofes. 
<P>
 3. No poema *Casa maluca*, h um verso que diz: "os sonhos so sua bssola".
 a) O que  uma bssola? Se no souber, procure o significado no dicionrio.
 b) O que voc acha que a autora quis dizer com esse verso? 

 4. Identifique os pares de rimas no poema *Casa de av*.
 
 5. Releia a 4a. estrofe do poema *Casa sria*. 
 a) Em sua opinio, por que para a menina o tempo passa devagar? 
 b) Como voc acha que a menina se sente? 
 c) Como voc se sentiria se estivesse no lugar da menina? 

 6. Identifique a expresso "mora ao lu" no poema *Sem casa*.
 a) O que significa essa expresso?
 b) Por que voc acha que algumas pessoas moram ao lu? 
 c) Agora, encontre na 1a. estrofe os versos em que a autora faz uma comparao.  
 d) O que ela quer dizer quando faz essa comparao? 

 7. Releia o poema *Joo-de-
  -barro* e identifique os animais que constroem suas prprias casas.
 8. Por que ser que a autora  apaixonada pela casa redonda do Joo-de-barro?

 9. A idia que o poema *Casa de av* transmite  o carinho. Faa um quadro como este no caderno, completando-o com as idias que cada um dos poemas transmite. 
 _`[{quadro com quatro colunas, conforme descrio a seguir_`]
 1a. coluna: Casa maluca -- '''''
 2a. coluna: Casa sria -- '''''
 3a. coluna: Sem casa -- '''''
 4a. coluna: Joo-de-bar-
  ro -- '''''

<11>
10. Alm das casas dos poemas, que outros tipos de casa existem na realidade ou na imaginao?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe as palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  lbum -- ltimo -- escola --  _
l  omelete -- ilha               _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Copie-as em seu caderno ao lado do seu significado correspondente. Ns comeamos, voc continua:

  Livro de folhas em branco para colecionar fotografias. :> lbum
<R+>
 a) Estabelecimento de ensino.
 b) Poro de terra cercada de gua por todos os lados.
 c) Fritada de ovos batidos.
 d) Aquele que est ou vem depois de todos os outros. 
<P>
 2. Pinte a letra inicial das palavras que voc escreveu ao lado dos significados.
     O que h em comum entre elas?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Observe as slabas das palavras:
 l-bum
 es-co-la
 o-me-le-te
 i-lha
 l-ti-mo
 a) Identifique a primeira letra da segunda slaba de cada uma delas.
 b) O que h em comum entre elas?

 4. Copie a frase, completando-a: 
 Vogais e consoantes formam 
  o '''''
<P>
 5. Combine as consoantes p-t-g-r-s com as vogais a-e-i-o-u e forme alguns nomes de animais.
<R->

<12>
Vamos produzir

  Pense em todos os detalhes da parte de fora de sua casa. Tente escrever sobre ela, colocando todas as caractersticas: 

<R+>
 tamanho,
 cor,
 janelas (material, cor e tamanho),
 portas,
 portes.
<R->

  D um ttulo para o seu texto.
  Agora, troque-o com um colega para que ele desenhe sua casa de acordo com as caractersticas que voc deu. O colega vai fazer o mesmo. Depois, avaliem se os desenhos ficaram parecidos com as casas. (Observem, pelos desenhos, se no esqueceram de informar alguma caracterstica importante.) 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Nunca se esquea

<R+>
 Colocou todos os detalhes pedidos acima?
 Acrescentou outros detalhes?
 Escolheu um ttulo adequado?
 Coloriu seu desenho com capricho?
<R->

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc sabe qual  o significado da palavra *imvel*? Se no souber, procure-o no dicionrio.
 E o que significa alugar um imvel?
 Se uma pessoa precisasse vender uma casa, o que faria para que algum se interessasse em compr-la?
<R->

<13>
  Leia os textos a seguir:

<R+>
_`[{anncio da venda de um imvel com foto do edifcio e o mapa da localizao. Descrio a seguir_`]
<R->

Texto A

Parque do Carmo

Pronto para morar

Alto Padro de acabamento

<R+>
 2 Dormitrios (1 sute)
 Ampla sala
 Wc de empregada
 Lavanderia coletiva
 Guarita com controle de segurana
 Piscina
 Quadra poliesportiva
 *Playground*
 Salo para festas
 Salo para jogos
<R->

Rua Serra de So Domingos, 56
 Visite apartamento decorado

Um empreendimento PROPLAN

<14>
Texto B

<R+>
_`[{anncio da parte interna de um apartamento a venda: com sute, banheiro, lavabo, dormitrio, sala de estar, cozinha, rea de servio, sala de jantar. Descrio a seguir_`]
<R->

 Pinheiros
 Pronto para Morar
 2 DORMS (sute) 
 Alto padro de acabamento 
 rea til 55,94 m2
<R->

<R+>
 Use seu FGTS
 Venha conhecer nossos preos e condies de financiamento

 Rua Cnego Eugnio Leite, 594
 Incorporao e Construo: Construtora SHPAISMAN 
 Financiamento: Unibanco 
 Vendas: Itaplan 
 Incorp. Reg. no 13o. CRI de So Paulo sob o n.o 2 da Mat. 69579 de 06/06/97 -Z-3- Creci 346-J
<R->

<R+>
(*O Estado de S. Paulo*, 15 out. 2000. Caderno Imveis.) 
<R->

Texto C

Classificados poticos

<R+>
 Vende-se uma casa encantada 
 no topo da mais alta montanha.
 Tem dois amplos sales 
 onde voc poder oferecer banquetes 
 para os duendes e anes 
 que moram na floresta ao lado.

 Tem jardineiras nas janelas 
 onde convm plantar margaridas.

 Tem quartos de todas as cores 
 que aumentam ou diminuem 
 de acordo com o seu tamanho 
<P>
 e na garagem h vagas 
 para todos os seus sonhos. 

(Roseana Murray. *Classificados poticos*. Belo Horizonte, Miguilim, 1984. p. 34.)
<R->

<15>
<R+>
 1. Em sua opinio, onde  possvel encontrar o texto A?
 2. Onde  possvel encontrar o texto B?
 3. Escreva no caderno qual  o significado de: *sute, alto padro de acabamento, quadra poliesportiva e lavanderia coletiva*.
 4. Para que serve o pequeno mapa do texto A?
 5. Por que, no mapa, aparecem indicaes de supermercado, lanchonete, hospital, parque? 
 6. Qual  a diferena entre os textos A e B comparados com o C?
<P>
 7. No caderno, faa um desenho mostrando como seria a casa do texto C.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Um pouco de gramtica

  Observe:
<R+>
 cmodo adj 1 Adequado. sm 2 Aposento.
 dormitrio sm 1 Sala de comunidade, em que h muitos leitos. 2 Quarto de dormir. 3 Moblia para quarto de dormir.
 doutor () sm 1 Aquele que se formou em faculdade e defendeu tese. 2 Homem muito douto em qualquer ramo.
 duelo sm Combate entre duas pessoas. 2 Luta com armas iguais.

 (Ruth Rocha. *Microdicionrio*. So Paulo, Scipione, 1997.)
<R->

<R+>
 1. Por que *cmodo* aparece antes de *dormitrio*?
 2. Observe no quadro acima _`[{do livro em tinta_`] os significados possveis da palavra *dormitrio*. Qual dos trs apresentados  mais adequado ao anncio a seguir?
<R->

ANLIA FRANCO

  Vende-se casa com 2 dormitrios, 2 vagas de garagem. Troco por automvel. Tratar com proprietrio. Telefone: 9760-0011.

<15>
<R+>
 3. Por que *duelo* aparece depois de *dormitrio*?
 4. Por que a palavra *doutor* aparece depois de *dormitrio*?
 5. Coloque os nomes do quadro em ordem alfabtica.
<R->
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::
l  Carmem -- Cludia --    _
l  Ceclia -- Custdio --  _
l  Cilene -- Cosme         _
h::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  O que voc observou para coloc-los em ordem? 

<R+>
 6. Um garoto de nome Henrique fez uma lista dos nomes de seus colegas para juntos brincarem de bola. Ele gostaria de colocar esses nomes em ordem alfabtica. Vamos ajud-lo!
 Marvin, Marcos, Margarida, Marrom, Maria, Marli, Marta e Mara
<R->

  E agora, o que voc observou para coloc-los em ordem?

Vamos produzir 

  Vamos fazer de conta que voc vai vender uma casa. Faa um anncio. Desenhe uma planta como a do texto B, mostrando cada um dos cmodos e escrevendo os detalhes que a casa possui do lado de fora: quintal com garagem, rvores, plantas. Faa tambm um pequeno mapa de localizao, como o do texto A. No se esquea do endereo. Para conseguir fazer o desenho, pea ajuda para algum de sua casa. Capriche em todos os detalhes. Um anncio bonito pode impressionar.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<17>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j imaginou ou viu uma casa engraada?
 Conte para todos como ela era.
<R->

<R+>
A casa

 Era uma casa 
 Muito engraada
 No tinha teto
 No tinha nada 
 Ningum podia 
 Entrar nela no 
 Porque na casa
 No tinha cho
 Ningum podia
 Dormir na rede
 Porque na casa
 No tinha parede
 Ningum podia
 Fazer pipi
 Porque penico
 No tinha ali
 Mas era feita
 Com muito esmero
 Na Rua dos Bobos
 Nmero Zero.

 (Vinicius de Moraes. *A arca de No*. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1997.)
<R->

<18>
<P>
<R+>
 1. Voc conseguiu imaginar a casa do texto anterior? Tente fazer um desenho dela.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Encontre os pares de rimas da letra da msica.
 3. Voc se lembra dos cinco primeiros textos, de Roseana 
  Murray, do incio da unidade? Compare-os com *A casa*, de Vinicius de Moraes, observando as semelhanas quanto ao tipo de texto e ao assunto.
 4. Compare o poema *Sem casa* com *A casa*, observando as diferenas quanto ao assunto.
 5. O que h de semelhante entre *A casa* e o texto C, *Classificados poticos*?
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

  Leia com ateno e depois repita, sem tropear, o mais rpido que puder:

<R+>
 Se a aranha arranha a r, 
 Se a r arranha a aranha,
 Como a aranha arranha a r?
 Como a r arranha a aranha?
 (domnio pblico)

 1. Qual  a letra que dificulta a leitura?
 2. Identifique no trava-lnguas as palavras com a letra *r*.

<19>
 3. Copie as palavras, completando-as com *r* ou *rr*:
 a) cola'''inho
 b) a'''umado
 c) dinhei'''o
 d) '''ede
 e) pa'''ede
 f) '''osto
 g) ba'''o
 h) esme'''o
 i) ze'''o
 j) Te'''a
 l) '''ato
 m) madei'''a
 n) ago'''a
 o) ga'''afa
 p) ca'''inho
 q) gi'''afa
 r) co'''ente
 s) '''pido
 t) '''elgio
 u) janei'''o

 4. Faa um quadro com trs grupos como este _`[{do livro em tinta_`] em seu caderno e distribua as palavras da atividade anterior, observando o som e a posio da letra *r*:
 rede -- arrumado -- colarinho
     O que voc observou para distribuir as palavras? 

 5. Observe:

<F->
!::::::::::::::::::::::::
l  carinho -- carrinho   _
h::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 a) Compare as duas palavras e informe as diferenas entre elas.
 b) Descubra outras palavras, seguindo o exemplo:
     muro -- caro -- careta --
  arisco -- moro -- cural --
  vara -- coreto -- aranha --
  era -- coro -- encerar

 6. Procure em jornais e revistas palavras com *rr*. Recorte-as e cole-as no caderno.
 a) Voc achou alguma palavra com *rr* inicial ou com *rr* entre vogal e consoante?
 b) Conclua o que descobriu sobre as palavras com *rr*. 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
 7. Copie as palavras, separando-as em slabas:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  corda -- tarde -- falar --  _
l  gostar -- mercado           _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  O que voc observou quanto ao som da letra *r*?

<20>
<R+>
 8. Copie o texto, substituindo os desenhos pelo nome. Depois leia-o e observe as palavras escritas com *r/rr*. _`[{os desenhos sero substitudos 
  por '''''_`]
<R->

  O ''''' riu da cara do ''''' e o rei ficou uma '''''
  Mandou amarrar o ''''' l na ''''' do '''''
  O rato roeu a ''''' e, sem pressa, foi embora.
  O ''''' mandou um ''''' agarrar o rato.
  O ''''' era muito lerdo e pegou o caminho errado.
  O ''''' mandou um '''''
  O ''''' morria de medo de '''''
  Nem saiu do lugar: s ficou parado, com jeito de tonto. 
  (...)

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
(Giselda Laporta Nicolelis. *O rato que riu do rei*. So Paulo, Moderna, 1991. Coleo Hora da Fantasia. p. 2 a 6.) 
<R->

<21>
Vamos produzir

  Observe a letra da msica *A casa*, de Vinicius de Moraes. Algumas palavras foram retiradas para voc substitu-las. Solte a imaginao e procure palavras que rimem, criando uma nova cano.
<P>
<R+>
 *A* '''''

 Era uma '''''
 Muito '''''
 No tinha '''''
 No tinha nada
 Ningum podia
 ''''' nela no
 Porque na '''''
 No tinha '''''
 Ningum podia
 ''''' na '''''
 Porque na '''''
 No tinha '''''
 Ningum podia
 Fazer '''''
 Porque '''''
 No tinha ali
 Mas era feita
 Com muito '''''
 Na ''''' dos '''''
 '''''
<R->

  Depois de pronta a sua nova msica, cante-a para a classe.

<22>
<P>
Sugestes de leitura

  1. *Esta casa  minha*, Ana Maria Machado, Moderna. 
  2. *Os trs lobinhos e o porco mau*, Eugene Trivizas e Helen Oxenbury, Brinque-Book.
  3. *Casas*, Roseana Murray, Formato.
  4. *A arca de No*, Vinicius de Moraes, Companhia das Letrinhas.
  5. *A casa feita de sonho*, Ricardo Alberty e Eliana B. Brando, Melhoramentos.
  6. *Os trs porquinhos*, Las Carr Ribeiro, Moderna (Coleo Clssicos Infantis).

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<23>
<P>
Unidade 2

Que linda aquela ave!

Conte a seus Colegas

<R+>
 Voc sabe o que  uma ave?
 Quais voc conhece?
 Voc j criou passarinho em casa? Como?
 Se nunca criou, conhece algum que cria?
 Voc concorda com essas pessoas que criam pssaros em gaiolas? Por qu?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<24>
Histria triste de Tuim
  Rubem Braga

  Joo-de-barro  um bicho bobo que ningum pega, embora goste de ficar perto da gente; mas de dentro daquela casa de joo-de-barro vinha uma espcie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim...
  A casa estava num galho alto, mas um menino subiu at perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando at o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento no incomodar, havia trs filhotes, no de joo-de-barro, mas de tuim.
  Voc conhece, no? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim  capaz de ser o menor. Tem bico redondo e rabo curto e  todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Trs filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os trs chorando. O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles; um morreu, outro morreu, ficou um.
<25>
  Geralmente se cria em casa  casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles. Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roa, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaba. Se aparecia uma visita fazia-se aquela demonstrao: era o menino chegar na varanda e gritar para o arvoredo: tuim, tuim, tuim! s vezes demorava, ento a visita achava que aquilo era brincadeira do menino, de repente surgia a ave, vinha certinho pousar no dedo do garoto. 
  Mas o pai disse: "menino, voc est criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim  acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou voc prende o tuim ou ele vai-se embora com os outros; mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, voc est arriscado a ele  morrer de tristeza".
  E o menino vivia de ouvido no ar, com medo de ouvir bando de tuim.
  Foi de manh, ele estava catando minhoca para pescar quando viu o bando chegar; no tinha engano: era tuim, tuim, tuim... Todos desceram ali mesmo em mangueiras, mamonas e num bambuzal, divididos em pares. E o seu? J tinha sumido, estava no meio deles, logo depois todos sumiram para uma roa de arroz; o menino gritava com o dedinho esticado para o tuim voltar; nada.
<26>
  S parou de chorar quando o pai chegou a cavalo, soube da coisa, disse: "venha c". E disse: "o senhor  um homem, estava avisado do que ia acontecer, portanto, no chore mais".
  O menino parou de chorar, porque tinha brio, mas como doa seu corao! De repente, olhe o tuim na varanda! Foi uma alegria na casa que foi uma beleza, at o pai confessou que ele tambm estivera muito infeliz com o sumio do tuim.
  Houve quase um conselho de famlia, quando acabaram as frias: deixar o tuim, levar o tuim para So Paulo? Voltaram para a cidade com o tuim, o menino toda hora dando comidinha a ele na viagem. O pai avisou: "aqui na cidade ele no pode andar solto;  um bicho da roa e se perde, o senhor est avisado". 
  Aquilo encheu de medo o corao do menino. Fechava as janelas para soltar o tuim dentro de casa, andava com ele no dedo, ele voava pela sala; a me e a irm no aprovavam, o tuim sujava dentro de casa.
  Soltar um pouquinho no quintal no devia ser perigo, desde que ficasse perto; se ele quisesse voar para longe era s chamar, que voltava; mas uma vez no voltou.
  De casa em casa, o menino foi indagando pelo tuim: "que  tuim?" perguntavam pessoas ignorantes. "Tuim?"
  Que raiva! Pedia licena para olhar no quintal de cada casa, perdeu a hora de almoar e ir para a escola, foi para outra rua, para outra.
<27>
  Teve uma idia, foi ao armazm de "seu" Perrota: "tem gaiola para vender?" Disseram que tinha. "Venderam alguma gaiola hoje?" Tinham vendido uma para uma casa ali perto.
  Foi l, chorando, disse ao dono da casa: "se no prenderam o meu tuim ento por que o senhor comprou gaiola hoje?"
  O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, no sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e no achasse mais o bichinho. "No senhor, o tuim  meu, foi criado por mim". Voltou para casa com o tuim no dedo. 
  Pegou uma tesoura: era triste, uma judiao, mas era preciso: cortou as asinhas; assim o bicho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.
  Depois foi l dentro fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu s algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.
  Acabou-se a histria do tuim.

<R+>
(Em: *Para gostar de ler*: crnicas. So Paulo, tica, 1984. p. 31 a 33.)
<R->

  *Rubem Braga* (1913-1990) foi advogado, jornalista, embaixador do Brasil no Marrocos (frica) e compositor de msica popular brasileira.  seu o livro de literatura juvenil *Coisas simples do cotidiano*.

<28>
<P>
Estudo do texto

<R+>
 1. Reescreva as frases retiradas do texto de acordo com a ordem dos acontecimentos da histria.
 a) "Voltaram para a cidade com o tuim, o menino toda hora dando comidinha a ele na viagem."
 b) "(...) um morreu, outro morreu, ficou um."
 c) "O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto (...)"
 d) "(...) mas de dentro daquela casa de joo-de-barro vinha uma espcie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim..."
 e) "Pegou uma tesoura (...)"
 f) "Foi de manh, ele estava catando minhoca para pescar quando viu o bando chegar (...)"
 g) "Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia."
<P>
 2. Identifique o trecho do texto que caracteriza o tuim e transcreva-o no caderno. Depois, desenhe-o. 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Retire do texto trechos que fizeram voc sentir curiosidade, preocupao, tristeza, alegria, medo e raiva. Explique o porqu desses sentimentos. 

 4. No caderno, escreva o significado das palavras ou expresses em destaque:
 a) "Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roa, *criado no dedo*."
 b) "O menino parou de chorar, porque tinha *brio*, mas como *doa seu corao*!"
<p>
 5. Localize no texto os trechos que revelam os lugares onde se passa a histria.

 6. O menino cortou as asinhas do tuim para que ele no fugisse. No lugar do menino, o que voc faria? 
 7. Quais so as aves mencionadas na histria? 

 8. Traga para a classe gravuras ou recortes de revistas dessas aves e de outras que encontrar. Observe as caractersticas de cada uma e escreva o que h em comum entre elas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<29>
Um pouco de gramtica

 1. Observe o trecho:

  "A casa estava num galho alto, mas um menino subiu at perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando at o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento no incomodar, havia trs filhotes, no de joo-de-barro, mas de tuim.
  Voc conhece, no? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim  capaz de ser o menor." 

<R+>
 a) Identifique as palavras escritas com letra maiscula.
 b) Encontre dois casos diferentes de utilizao de letra maiscula e explique por que elas foram utilizadas.
 d) Por que as palavras *menino, joo-de-barro* e *tuim* foram escritas com inicial minscula?
<p>
 2. Leia o texto a seguir, observando o uso das letras maisculas e minsculas. Depois, copie-o corrigindo o que estiver errado.
<R->

  "o menino parou de chorar, porque tinha brio, mas como doa seu Corao! de repente, olhe o Tuim na Varanda! Foi uma alegria na Casa que foi uma beleza, at o pai confessou que ele tambm estivera muito infeliz com o sumio do tuim.
  houve quase um conselho de famlia, quando acabaram as frias: deixar o tuim, levar o tuim para so paulo? voltaram para a Cidade com o tuim (...)."

<R+>
 3. Escreva no caderno seu nome, seu endereo, sua cidade, seu pas, usando corretamente as letras maisculas. Assim:
 Rosenilda Maria da Silva 
 Rua Maria Cursi, n.o 5 
 So Paulo -- Brasil
<R->

<30>
Vamos produzir

  Em dupla, escolham o trecho da histria de que mais gostaram e reescrevam-no em forma de quadrinhos.
  Faam os desenhos recontando a parte da histria escolhida e elaborem as falas para coloc-las nos bales. No se esqueam de usar a pontuao.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Nunca se esquea

<R+>
 A seqncia da histria ficou fcil de ser entendida pelo leitor?
 A pontuao foi usada corretamente?
 Os desenhos foram coloridos com capricho?
<R->
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc conhece algum que vende animais?
<R->

<F->
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
    Figura: uma enorme gaiola  o
  com duas araras, onde so     o
  observadas por vrias pes-    o
  soas; um homem, levanta um    o
  menino nos braos para olhar  o
  os animais de perto; ele es-  o
  t com mais duas crianas     o
  que apontam admiradas para    o
  as aves.                      o
    Mais alto da gaiola h     o
  duas araras; uma pequena      o
  gaiola com dois pssaros pe-  o
  quenos.                       o
eieieieieieieieieieieieieieieieiei
<F+>

<31>
<R+>
 1. O que aparece no primeiro plano da imagem (aquilo que aparece maior)?
 2. Escreva o que voc sentiu ao observar a cena.
 3. O que mais chamou a sua ateno? 
 4. Identifique o que aparece em segundo plano na imagem.

 5. Aponte elementos da imagem que demonstram o que as pessoas esto sentindo. 
 a) O que voc observou para concluir?
 b) O que voc faria se visse essa situao na realidade?

 6. Pesquise sobre o que pode acontecer com as pessoas que vendem animais silvestres. 
<R->

Animais silvestres

  Animais silvestres so todos aqueles pertencentes s espcies nativas, migratrias, aquticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do territrio nacional.
  Vender ou manter um animal silvestre em cativeiro pode ser considerado crime, se voc no puder provar a origem desse animal, ou seja, com uma autorizao concedida pelo Ibama. As penas previstas para esse crime constam na lei de crimes ambientais.

<F->
~,http:www.renctas.org.br~
   legislacaoindex.htm~,
~,http:www.ibama.gov.br~,
<F+>

<32>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Recorte, de jornais e revistas, palavras com *c* (som de *s*) e palavras com ** e cole-as no caderno.
 a) Destaque as vogais que aparecem depois do *c* (som de *s*) e escreva quais so elas.
 b) Destaque as vogais que aparecem depois do ** e escreva quais so elas.
 c) Voc encontrou alguma palavra que tenha iniciado com **?
<P>
 d) Agora, elabore uma concluso sobre o uso do *c* (som de *s*) e do **.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Descubra quais so as palavras e escreva-as no caderno.
 a) Toda criana toma no posto de sade.
 b)  preciso usar na cabea quando se anda de motocicleta.
 c) Choramos sempre que precisamos cort-la.
 d) No circo sempre rimos de suas trapalhadas.
 e) Bate forte dentro do peito.
 f) Com ele adoamos alguns alimentos.
 g) Geralmente,  noite, fica repleto de pontos brilhantes.
 h) Doce feito de amendoim.
<P>
 3. Escreva o nome das figuras no caderno:
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<33>
Vamos produzir

<R+>
_`[{quatro fotos de aves: papagaio, papa-figo, flamingo, pingim_`]
<R->

  Escolha uma das fotos acima e crie uma histria emocionante sobre o que ela retrata.
  Voc pode inventar nomes para os pssaros e para as pessoas que queira colocar na histria. No se esquea das letras maisculas nos nomes. Faa ilustraes em seu texto.
  Depois de pronto, leia-o para a turma.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<34>
Dilogo entre textos

<R+>
 Quais nomes de pssaros voc conhece?
 O que voc pensa sobre a caa de animais?
<R->

<R+>
Passaredo

 Ei, pintassilgo
 Oi, pintarroxo
 Melro, uirapuru
 Ai, chega-e-vira
 Engole-vento
 Sara, inhambu
 Foge, asa-branca
 Vai, patativa
 Tordo, tuju, tuim
 X, ti-sangue
 X, ti-fogo
 X, rouxinol, sem-fim
 Some, coleiro
 Anda, trigueiro
 Te esconde, colibri
 Voa, macuco
 Voa, viva
 Utiariti

 Bico calado
 Toma cuidado
 Que o homem vem a
 O homem vem a
 O homem vem a

 Ei, quero-quero
 Oi, tico-tico
 Anum, pardal, chapim
 X, cotovia
 X, ave-fria
 X, pescador-martim
 Some, rolinha
 Anda, andorinha
 Te esconde, bem-te-vi
 Voa, bicudo
 Voa, sanhao
 Vai, juriti

 Bico calado
 Muito cuidado
 Que o homem vem a
 O homem vem a
 O homem vem a

 (Francis Hime e Chico Buarque) Copyright 1975 by Trevo Musical Ltda.)
<R->
<35>
<R+>
 1. Observe a ocupao do espao do texto *Passaredo*. Por que ele  diferente do texto *Histria triste de Tuim*?

 2. Releia o texto *Passaredo*. Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno, escrevendo os nomes de pssaros que voc conhece em uma coluna e, em outra, aqueles que no conhece.

<F->
Pssaros que  pssaros que 
conheo        no conheo
:::::::::::::  ::::::::::::
'''''          '''''
'''''          '''''
<F+>

 3. Por que o ttulo do texto  *Passaredo*?
 4. Observe os dois primeiros versos (as duas primeiras linhas) do texto e identifique as palavras que foram utilizadas para chamar a ateno dos pssaros.

 5. Observe o trecho:

 X, cotovia
 X, ave-fria
 X, pescador-martim
<R->

  Qual o significado da palavra *x*?

<R+>
 6. Encontre no texto outras palavras que sugerem aos pssaros que fujam.
 7. Por que o autor repete tanto essas palavras?
 8. Releia os versos:

 "Bico calado
 Muito cuidado
 Que o homem vem a"
<R->

  O que o autor quis dizer com eles?

<R+>
 9. Refro  o conjunto de versos repetidos. Retire-o do texto e transcreva-o no caderno.
<36>
<P>
 10. Retire do texto as rimas correspondentes s palavras a seguir e escreva-as no caderno.
 a) uirapuru
 b) tuim
 c) coleiro
 d) colibri
 e) calado
 f) chapim
 g) rolinha
 h) bem-te-vi 

 11. O que voc sentiu ao ler a letra da msica?

 12. Escolha uma parte do poema de que tenha gostado e transcreva-a no caderno. Depois, ilustre-a.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  pintassilgo -- canseira --    _
l  grosso -- pessoal --          _
l  sossegado -- sopa --          _
l  curso -- saia -- sol --       _
l  sapateiro -- girassol --      _
l  assinatura -- passaredo --    _
l  salto -- gesso -- passado --  _
l  pensamento -- promessa        _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Observe as diferentes posies da letra *s* nas Palavras. Veja como as separamos em trs grupos e continue no caderno.
<F->
  saia    sossegado  curso
::::::::  :::::::::  :::::
'''''     '''''      '''''
'''''     '''''      '''''
<F+>

<R+>
 2. Observe as palavras com a letra *s* no meio delas. Pinte as letras que vm antes e depois do *s*.
 a) O que d para concluir?
 b) Existe alguma palavra que se inicia com *ss*?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Recorte de jornais e revistas palavras com *s* inicial, *s* (som de *s*) e com *ss* e cole-as no caderno, agrupando-as em trs colunas. Veja os exemplos: 
 *s*ol -- pen*s*amento -- pa*ss*ear 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<37>
 4. Leia o texto a seguir e identifique as palavras com a letra s:

 Um sapinho to sabido
 S canta em si sustenido...
 Um sagi to saliente
 Que s vive sorridente...
 Um sabi assanhado
 Assobia no telhado...

(Ruth Rocha. *Palavras, muitas palavras*... So Paulo, Quinteto Editorial, 1998. Coleo Horas dos sonhos.)

 5. Observe o som da letra *s* nos dois grupos a seguir:
 grupo 1: vaso, pesadelo, casebre, visita, Brasil, tesouro e teimoso.
 grupo 2: pensamento, cansado, penso, consolo, verso, curso e salsicha.
     O que h de diferente entre os dois grupos?

 6. Agora voc vai descobrir mais palavras com *s* e som de *z*. Observe os exemplos:
     O garoto tem coragem; ele  *corajoso*.
 a) Minha av tem orgulho; ela 
   '''''
<P>
 b) Meu irmo tem medo; ele 
   '''''
 c) A artista tem fama; ela 
   '''''
 d) O aluno tem capricho; ele 
   '''''
<R->

<38>
Vamos produzir

  Escolha nomes de pssaros e crie rimas para eles procurando combinar idias. Quanto mais rimas voc encontrar, melhor. Solte a imaginao!
  Rena-se com um colega. Voc ler as rimas que encontrou para ele e ele ler as dele para voc. Em seguida, escrevam um poema utilizando-as.
  Faam uma apresentao oral para a turma, sem deixar de ensaiar antes para que tudo corra bem.
  Em uma folha  parte, passem o poema a limpo e ilustrem-no. Vocs podem fazer colagens com fotos de pssaros que tenham achado.
<P>
  Combinem com o(a) professor(a) a confeco de um varal de poemas na classe ou em algum outro lugar da escola.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Sugestes de leitura

  1. *Fiz o que pude*, Luclia Junqueira de Almeida Prado, Moderna (Coleo Girassol).
  2. *Para gostar de ler: crnicas*, tica, volume 1.
  3. *Olha o bicho*, Jos Paulo Paes, tica.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<39>
<p>
Unidade 3

A Vida  mais Gostosa com
  Eles: os Amigos

Conte a seus colegas

<R+>
 Voc tem amigos?
 Quem  o seu (sua) melhor amigo(a)?
 O que uma pessoa tem de especial para se tornar um amigo?
 Um animal pode ser nosso amigo? Como?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<40>
O Ratinho

<R+>
_`[{seis quadrinhos da histria "O Ratinho", descritos a seguir_`]
<R->

  Quadrinho 1: uma bruxinha sentada em sua poltrona ouvindo msica. Uma pata de um bicho escondido atrs do sof, larga um ratinho de corda.
  Quadrinho 2: gato que estava escondido atrs do sof, observa o susto que a bruxinha levou com o ratinho de corda.
  Quadrinho 3: a bruxinha, com uma varinha na mo, olha muito aborrecida para o gato que faz um olhar de inocente.
  Quadrinho 4: o gato se estremece todo, levanta as patas escondendo o rosto quando a bruxinha levanta a varinha em sua direo.
  Quadrinho 5: o gato percebe que no corria perigo quando a bruxinha aponta a varinha em direo ao ratinho.
  Quadrinho 6: o gato ficou assustado ao ver que a bruxinha havia transformado o ratinho em um enorme cachorro.

<R+>
(Eva Furnari. *O amigo da bruxinha*. So Paulo, Moderna, 1993. Coleo Hora da fantasia. P. 11-2.)
<R->

  *Eva Furnari*  artista plstica, desenhista e ilustradora.  autora de vrios livros, entre eles: *A bruxinha atrapalhada, Traquinagens e estripulias, A bruxinha encantadora*.

<42>
Estudo do texto

<R+>
 1. Combine com o(a) professor(a) e reconte a histria para a classe.
 2. Indique no 1o. quadro o acontecimento que deu emoo  histria.
 3. Voc acha que a histria seria interessante se a bruxinha tivesse continuado tranqila, descansando e ouvindo msica? Por qu?
 4. Qual foi a reao da bruxinha ao ver o ratinho?
 5. Escreva o que voc sentiu pela bruxinha e explique por qu?
 6. O que voc faria se estivesse no lugar da bruxinha?
 7. O que voc sentiu pelo gato? Por qu?
<P>
 8. Observe o 3o. quadro. Qual foi a reao do gato? E a da bruxinha? O que voc observou para responder?

 9. Observe o 4 e o 5 quadros:
 a) O que voc acha que a bruxinha iria fazer com o gato? 
 b) O que ela acabou fazendo? 
 c) O que h de diferente na expresso do gato nestas duas partes da histria? 

 10. Escreva o que voc achou da atitude da bruxinha no final da histria. 
 11. O que voc faria se estivesse no lugar do gato? 
<R->

<43>
<P>
Um pouco de gramtica

  Vamos relembrar o que  slaba?

<R+>
 1. Leia bem devagar cada palavra do quadro a seguir: 
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  amiguinhos -- bruxinha --     _
l  gato -- susto -- dormir --    _
l  mgica -- msica --           _
l  paraleleppedo -- j --       _
l  eu -- no -- tranqilamente   _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Perceba que os sons das palavras saem em partes. Cada uma dessas partes recebe o nome 
 de '''''

<R+>
 2. Copie as palavras da atividade anterior, separando-as em slabas. Em seguida, escreva o nmero de slabas que cada uma possui. Veja o exemplo e continue no caderno. 
 Amiguinhos :> a-mi-gui-nhos 
  4 slabas

 3. Faa um quadro como este no caderno, agrupando as palavras da atividade 1 de acordo com o nmero de slabas que encontrou.
 _`[{quadro com quatro colunas, conforme descrio a seguir_`]
 1a. coluna: 1 slaba -- '''''
 2a. coluna: 2 slabas -- '''''
 3a. coluna: 3 slabas -- '''''
 4a. coluna: 4 slabas ou
  mais -- '''''

 4. Saiba como se chamam as palavras que voc separou em colunas:
 ( ) monosslabas (*mono-* indica *um*).
 ( ) disslabas (*di-* indica *dois*).
 ( ) trisslabas (*tri-* indica *trs*).
 ( ) polisslabas (*poli-* indica *muitos*).
<R->

  D um exemplo de cada uma delas.
<R+>
 5. Copie as palavras a seguir, classificando-as em *monosslabas, disslabas, trisslabas* e *polisslabas*.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  custo -- bem -- assustado --  _
l  amigo -- sim -- alegria --    _
l  bruxa -- gatinho -- trs --   _
l  rato -- criana --            _
l  brincadeira                   _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<44>
 6. Vamos brincar!
<R->

  Voc e seus colegas devero ler as palavras a seguir, dividindo-as em slabas. Cada vez que voc pronunciar uma slaba, bata palmas. Por exemplo: se a palavra tiver duas slabas, voc dever bater palmas duas vezes e assim por diante. Ganhar a brincadeira quem acertar o maior nmero de palavras.
<R+>
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l   todos, comigo, televiso,  _
l   triste, legal, vestido,    _
l   abacaxi, sorvete, gol      _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 7. No caderno, escreva as palavras e o nmero de letras e de slabas de cada uma delas. Observe o exemplo e continue.
 telefone -- 4 slabas e 8 letras
 a) lanchinho
 b) refrigerante
 c) flor
 d) p
 e) sof
 f) varinha
 g) alegre
 h) ttica

 8. Copie as palavras a seguir, separando as slabas.
 a) opo
 b) admirao
 c) psiclogo
 d) observao
 e) gnomo
 f) obturao
<R->
<P>
Vamos produzir 

  Junto com seu (sua) professor(a) e seus colegas, observem quadro por quadro a histria *O ratinho* do incio da unidade e escrevam-na. Lembrem-se de colocar aquilo que foi observado nas expresses faciais das personagens. Vocs podero utilizar dilogos. Ateno  pontuao.

<45>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc se lembra do que  uma fbula? 
 Voc acha que pode existir amizade entre um leo e um rato? Por qu?
<R->

O Leo e o Rato
  Esopo

  Uma vez, quando o leo estava dormindo, um ratinho ps-se a passear em suas costas. Isso logo acordou o leo, que segurou o bichinho com sua enorme pata e abriu a boca enorme para engoli-lo.
  -- Perdo, rei dos animais -- gritou o ratinho. -- Deixe-me ir, no o importunarei mais. Quem sabe se um dia no conseguirei pagar-lhe este favor? 
  O leo riu-se muito ao pensar na possibilidade de o ratinho ajud-lo em alguma coisa. Afinal, soltou-o.
<46>
  Algum tempo depois, o leo caiu numa armadilha. Os caadores, que desejavam lev-lo vivo ao rei, amarraram-no numa rvore, enquanto iam providenciar uma carroa para transport-lo. Nesse momento, apareceu o ratinho. Vendo o apuro em que se encontrava o leo, lembrou-se de sua promessa e num instante roeu as cordas que o prendiam  rvore.
  -- Eu no disse que talvez um dia pudesse ajud-lo? -- lembrou o rato.
<P>
  *A moral desta histria  que amigos pequenos podem ser grandes nas horas difceis*.

<R+>
(*O mundo da criana* -- Contos e poesias. Rio de Janeiro, Delta, 1988. v. 1. p. 153.)
<R->

<R+>
 1. Retire do texto o primeiro fato que desperta alguma emoo no leitor.
 2. Faa uma lista de caractersticas que confirmam o leo como "o rei dos animais".
 3. Escreva no caderno o que voc achou da atitude do ratinho ao passear pelas costas do leo. 
 4. O que voc sentiu quando o leo acordou? 
 5. Qual foi a reao do leo quando o ratinho lhe disse que se ele no o engolisse, um dia poderia pagar-lhe o favor? 
 6. Por que o leo reagiu desse modo? 
 7. O que voc achou da reao do leo?
 8. Faa uma lista de caractersticas do ratinho que o ajudaram a salvar o leo.  
 9. Como voc acha que o leo se sentiu depois de ter sido salvo pelo ratinho? E o ratinho? 
 10. O que voc entendeu da moral da histria (as duas ltimas linhas em destaque)?
<R->

<47>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as palavras do quadro, _`[{do livro em tinta_`] separando-as em slabas.
 campo -- lembrar -- lamber --
  sombra -- bomba -- competio --
  emprestar

 2. Identifique a slaba que possui som nasal marcado pelo *m*. Quais so as letras que vm depois? 
 3. O que  possvel concluir com essa atividade?
 4. Copie em seu caderno seis palavras com som nasal marcado pelo *n*.
 5. Quais letras aparecem depois do *n*?
 6. Recorte de jornais ou revistas palavras terminadas com *m* e *n* e cole-as no caderno. O que  possvel concluir?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 7. Copie as palavras no caderno completando-as com *m* ou *n*. Depois escolha trs delas e escreva uma frase.
 bo'''bo'''
 co'''fuso
 ca'''po
 jove'''
 ca'''peo
 cira'''da
 la'''terna
 l'''pada
 co'''curso
 co'''pleto
 u'''bigo
 co'''passo
 ba'''deira
 ame'''doi'''
 bo'''beiro
 jardi'''
 viage'''
 roca'''bole

<48>
 8. Copie o poema a seguir, completando as palavras com as letras que faltam:

Frevo

 O sapo de Perna'''buco,
 alegre, ca'''ta no brejo:
 -- Hoje te''' frevo! Tem frevo!

 E a saparia respo'''de
 nu''' vozerio ta'''bm:
 -- Tem! Tem! Tem! Tem!

 O sapo no tem so'''brinha
 para da'''ar,  maninha! 
<P>
 
 A saparia protesta, 
 no brejo que est em festa:
 -- Tem! Tem! Tem! Tem!

(Celina Ferreira. *Papagaio gaio*. Belo Horizonte, Formato, 1998. p. 14.)
<R->

Vamos produzir

  Reescreva a fbula *O leo e o rato* como se o ratinho estivesse nos contando a histria. No se esquea de incluir como o ratinho se sentiu nos vrios momentos.
  Depois de pronto o texto, faa as correes necessrias e leia-o para a classe.

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j escreveu uma carta para um(a) amigo(a)?
 J recebeu alguma?
 O que sentiu quando a recebeu?
<R->

<49>
Tem uma Histria nas Cartas 
  de Marisa

So Paulo, 5 de fevereiro de
  1996.

ngela

  Hoje comeou a escola outra vez. No comeo eu fiquei com um pouco de preguia de ir, mas depois at que eu achei legal. Acho uma delcia escrever em caderno novo. S que a gente demora um pouco pra acostumar com os colegas, porque todo mundo cresce e s vezes at fica com uma cara meio diferente. Foi por isso que a gente estranhou quando o Duda entrou na classe. Foi o nico de ns que, em vez de crescer, diminuiu. Estava com a mesma cara de sempre, gorducho, mas muito menor. Ningum quis dizer nada, pra ele no ficar chateado. Mas susto mesmo a gente levou quando, depois de uns minutos, o Duda chegou de novo, dessa vez bem crescidinho
<50>
como todos os outros. Acontece que o primeiro Duda no era ele, era o irmo caula dele, que entrou este ano no pr. A professora encontrou com ele no bebedouro e levou pra nossa classe. S depois  que ela reparou que ele tinha encolhido.
  Quando eu voltei da escola, ainda deu tempo de brincar um pouco de esconde-esconde com o pessoal aqui da rua. S que hoje no teve muita graa. Voc se lembra daquela casa verde da esquina, que estava desocupada? Pois, quando eu fui entrar l com o Fernando pra gente se esconder no quintal, o porto estava trancado. A que a gente reparou que tinha cortina na janela. Mudou gente pra l, e est todo mundo curioso pra saber quem , porque ningum viu a mudana. De todo jeito, no d mais pra brincar l.
<P>
  V se me escreve tambm, viu? Um beijo da Marisa

<R+>
(Mnica Stahel. *Tem uma histria nas cartas de Marisa. Belo Horizonte, Formato, 1996. p. 6.)
<R->

<51>
<R+>
 1. Observe a primeira linha da carta. Quais informaes esto presentes nela?
 2. Por que essas informaes foram utilizadas?
 3. A pessoa para a qual enviamos uma carta  chamada de *destinatrio*. Identifique no texto o nome do destinatrio.
 4. A pessoa que envia uma carta  chamada de *remetente*. Identifique o nome do remetente.
 5. Observe as palavras e expresses utilizadas por Marisa. Se ela estivesse escrevendo para o diretor da escola onde estuda, ela utilizaria a mesma linguagem? Por qu?
 6. As palavras e expresses utilizadas na carta se parecem mais com o jeito de escrever bilhetes e cartes ou com uma notcia de jornal? Por qu?
 7. Copie em seu caderno o trecho referente  despedida.
 8. Marisa estava com preguia de ir  escola, mas depois achou legal. Por qu? Encontre no texto a frase que justifique sua resposta.
 9. E voc, o que achou do primeiro dia de aula? Escreva um pouquinho sobre como foi o seu.
 10. Por que Marisa achou que a casa verde no estava mais desocupada? Por que ela pensou dessa forma?
 11. Para voc, quem pode ser ngela?

 12. Releia o trecho: "(...) porque todo mundo cresce e s vezes at fica com uma *cara* meio diferente."
     Observe o sentido da palavra em destaque. Escreva uma frase 
<P>
  em que essa palavra tenha sentido diferente.
<R->

<52>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  nascer -- descer --           _
l  florescer -- disciplinado --  _
l  adolescente -- piscina        _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Observe o som dessas palavras. O que h em comum entre elas? 

<R+>
 2. Observe o exemplo e faa o mesmo, no caderno, com as palavras a seguir. 
 nascer -- nascente, nascimento, renascer
 a) florescer 
 b) fascinar  
 c) disciplina 
 d) descer 
     O que  possvel concluir? 
<P>
 3. Leia o exemplo e copie as palavras separando as slabas:
 renascer :> re-nas-cer
 a) adolescente 
 b) discpulo 
 c) descer 
 d) disciplina
 e) nascimento
 f) florescer 
 g) piscina 
 h) conscincia
 
 4. Como deve ser feita a separao de slabas das palavras que possuem *sc*?
 5. Escolha duas palavras da atividade 3 e forme frases com elas. Em seguida, leia-as para a turma. 
<R->

<53>
Vamos produzir

  Voc agora vai escrever uma carta, mas antes  necessrio saber como se preenche o envelope para que ela chegue com sucesso at o destino desejado. 

<R+>
 destinatrio/frente _`[{pessoa que vai receber a carta_`]

 
 Marta Coura
 Rua dos Girassis, 42
 Parque Fernanda -- So 
  Paulo/SP

 remetente/verso _`[{ a pessoa que manda carta_`]

 Remetente: Carlos Gomes
 End.: Rua Brigadeiro Tobias, 110
 Centro -- So Paulo/SP
<R->

  Agora, pense em um(a) grande amigo(a); pode ser da escola, da rua etc. Escreva uma carta para ele (ela). Voc poder entreg-la pessoalmente ou envi-la pelo correio.
<P>
Nunca se esquea

Quanto ao texto da carta:

<R+>
 Colocou a data?
 Cumprimentou o amigo?
 Tudo o que escreveu poder ser lido pelo amigo com facilidade?
 A ocupao do espao foi adequada?
 Despediu-se do amigo?
     Quanto ao preenchimento do envelope:
 Colocou o nome do destinatrio (aquele que recebe a carta) corretamente?
 Colocou o endereo completo?
 Preencheu o espao do remetente (aquele que envia a carta) corretamente?
     Agora  s colar o selo, fechar o envelope, enviar a carta e esperar a resposta.
<R->

<54>
<P>
Sugestes de leitura

  1. *O amigo da bruxinha*, Eva Furnari, Moderna (Coleo Hora da fantasia).
  2. Coleo Todo mundo tem amigo, Anna Claudia Ramos e 
 Ana Raquel, Formato.
  3. *O mundo da criana* -- contos e poesias, Delta, v. 1.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte

